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Historial
 

A Estalagem Quintinha de São João é uma das mais antigas quintas senhoriais e residenciais do Funchal. Representa fielmente o legado madeirense e parte importante da história da Madeira, apresentando-se como uma propriedade perfeitamente integrada na paisagem da cidade.
A história da Quinta remonta ao século dezoito, apesar da propriedade ter sido alvo de várias e significativas alterações desde essa altura. Ei-la:

A “Quinta dos Morgados de São João”, designação inicial, era uma imensa propriedade, cuja extensão se aproximava do actual centro do Funchal, sendo pertença do Visconde de São João, Diogo Berenguer de França Neto.

Fruto de uma intensa e desregrada vida social, associada a uma má gestão da fortuna, todos os bens desta família, incluindo a Quinta, foram liquidados pelos credores.
Não há registos sobre a propriedade durante alguns anos mas tem-se notícia de que, em 1900, a Quinta é resgatada por parentes do antigo proprietário.

O Dr. Rui de Bettencourt da Câmara e esposa, iniciam, nessa altura, uma operação de restauro do antigo património, tendo, inclusive, aperfeiçoado e aumentado o mesmo com uma pequena capela dedicada a Nossa Senhora da Redenção e Mercês, hoje já destruída.

As razões que levaram à posterior fragmentação e parcelamento da vasta Quinta nunca vieram a público, mas originaram pequenas Quintas, sendo a Quintinha de São João uma delas, caracterizada pelo seu magnífico portal, decorado com azulejos coloridos da Fábrica de Santana.

A Quintinha de São João pertenceu, inicialmente, a Maurice Faber e Georgina Von Rees, tendo sido herdada pelo sobrinho, o Dr. Hans Alfred Faber, que por lá viveu até à sua morte, em 1979.
Os Faber sobreviventes venderam, em 1982, a propriedade a José Barreto, o actual proprietário e responsável pela valorização e remodelação da casa-mãe.

Com o intuito de rentabilizar uma extensão de terreno subaproveitada e votada ao abandono, José Barreto cumpriu o desejo de elevar a Estalagem Quintinha de São João ao que é hoje, tendo conseguido, com a construção nos seus terrenos da Estalagem, manter na perfeição um equilíbrio arquitectónico e paisagístico com a sua envolvente.

Pela Estalagem Quintinha de São João passaram ao longo dos anos (antes e depois do hotel ser inaugurado) as mais diversas personalidades, das quais se destacam os Duques de Bragança – D. Duarte e D. Francisca –, os príncipes da Sabóia, a malograda fadista Amália Rodrigues e o comandante Jacques Cousteau. O actual restaurante “A Morgadinha” foi, outrora, a casa da filha do pintor Max Romer.